Tag: Neoliberalismo

Reflexão Sociopolítica IX: depressão de tarde de domingo

Reflexão Sociopolítica IX: depressão de tarde de domingo

Vou tentar deixar um ponto complexo bem claro. Um tema muito importante sobre o funcionamento da sociedade: a depressão da tarde de domingo. Mas antes volto um pouco no tempo da lógica temporal de sucessão de eventos dentro de uma “democracia neoliberal”.

Um pobre que ganha R$10,00 no dia tem, dentro deste poder de compra, uma variedade pequena de produtos compráveis. Um pobre que ganha R$20,00 diários, tem o dobro de poder de compra aumentando também as novas possibilidades devido à oferta de novos produtos os quais seu dinheiro alcança. Esta liberdade do consumidor é o limite de todo sentido social em uma “democracia neoliberal”. E isso tem tudo a ver com a depressão de tarde de domingo Continue reading “Reflexão Sociopolítica IX: depressão de tarde de domingo”

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Reflexão Sociopolítica I

Reflexão Sociopolítica I

Toda discussão política envolve um ponto de inflexão crucial entre a solidariedade distributiva e a legitimidade acumulativa. De um lado as políticas de um Estado forte com programas de distribuição capital -econômico em forma de renda, cultural em forma de desenvolvimento racional e competências metódicas, social em forma de reconhecimento- e do outro um Estado mínimo que não intervenha em um Mercado imponente, cuja liberdade prática favoreça a reconcentração destes mesmos capitais, incluindo os invisíveis, reproduzindo assim a desigualdade. É muito comum, no Brasil atual, a rigidez conceitual na percepção do posicionamento político alheio, especialmente entre as classes trabalhadoras, ainda que estejam de acordo em muitos elementos. Interessante incluir a classe econômica média na classe social trabalhadora, quando esta mesma, no Brasil atual, se objetiva e se autopercebe segundo seu poder aquisitivo. Como profere o sociólogo Jessé Souza, o 1% mais rico, na topografia do social, não se inclui no campo da luta política entre a classe média conservadora que retoma seus espaços e as classes populares que exigem níveis mais altos de cidadania como acesso a capitais como participação política, educação, relações estáveis de vida, renda e reconhecimento social, etc.

No entanto, estamos em crise. E o que se percebe é que não pudemos mudar muita coisa a nível cultural, das raízes escravocratas ainda presentes na prática cotidiana e que a sociedade brasileira insiste em negar. Ainda que a classe média, a nível econômico, tenha se expandido Continue reading “Reflexão Sociopolítica I”